2018: A ELEIÇÃO DOS ROBÔS DIGITAIS

botA internet tem sido uma fronteira aberta para as chamadas “fake news” (há quem diga que, se é “news” não pode ser “fake”). De qualquer modo, a expressão se universalizou e tem sido uma das armas mais difundidas nos debates políticos virtuais. É como se fosse uma arma não-convencional no debate político. Caracteriza o modo fascista de fazer política. E elas podem ter um efeito devastador. Durante muito tempo, milhões de pessoas tinham a “certeza” de que o Lula era o dono da Friboi.  O que muitos não sabem é que “notícias” como essas muitas vezes (na maioria até) não são disparadas por pessoas, mas pelos chamados “bots”, os “web robôs” ou “robôs digitais”.

Esses robôs virtuais não passam de programas de computadores que simulam ações humanas, de modo repetitivo. São os robôs virtuais que disseminam mentiras, calúnias, ofensas e todo tipo de inverdades contra partidos e, principalmente, candidatos. O robô atua na internet como se fosse um ser humano, capaz de replicar as respostas que são enviadas às suas afirmações programadas. Isso já existe muito hoje em dia e há uma estimativa de que haverá um crescimento muito grande da utilização dessa ferramenta nas eleições de 2018.

Evidentemente, a disseminação dos chamados “robôs digitais” é diretamente proporcional à polarização política. Podemos dizer que, desde 2014, especialmente a partir do segundo turno com o embate Dilma/Aécio, o Brasil definitivamente dividiu-se politicamente. E essa divisão política vem ganhando um novo pólo, com o crescimento da extrema-direita, representada por Bolsonaro.

O Tribunal Superior Eleitoral vem mostrando preocupação com a utilização dos “robôs digitais” e, essa semana, iniciou um debate, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia, com a finalidade de avaliar a influência da internet nas eleições.

Existem propostas que querem obrigar candidatos e partidos a prestarem contas, além dos recursos financeiros, também dos recursos tecnológicos a serem utilizados nas eleições. Mas é praticamente impossível barrar a entrada dos malditos robôs no debate político. Eles são disseminadores de mentiras e de ódios sem fundamentos, capazes de devastar a imagem pessoal de qualquer um. Hoje, sem sabermos, conversamos e discutimos com robôs na internet. E é muito difícil identificá-los. Mas aí vai uma dica: a primeira coisa que um humano deve fazer para não ser influenciado por um web robô é deixar, ele próprio, de ser um robô, usando o filtro da crítica e não se deixando contaminar pela mídia. Cuidado! O “plim-plim” é um sinal inequívoco de que estão querendo te transformar em um robô.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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