A “FLEXIBILIZAÇÃO” DA ESTÁCIO

estácio de sáfim dos direitos trabalhistasDepois da Rede D’or,  agora é a Universidade Estácio de Sá. A Instituição de Ensino Superior, que outrora disputou a segunda divisão do Campeonato Estadual de Futebol do  Rio de Janeiro, demitiu 1200 professores. Novos profissionais serão contratados sob o novo regime implantado pela reforma trabalhista de Temer e seus comparsas.

A contratação de novos profissionais  está prevista para janeiro, todos já sob a reforma “temerária” aprovada por um Congresso dominado por empresários e ruralistas. A Universidade Estácio de Sá, dentre outras justificativas, afirma que os professores recebiam uma remuneração “acima do mercado”. Um dos objetivos fundamentais, com a recontratação de novos profissionais, é “reajustar os salários para baixo”.

A reforma trabalhista que assassinou a CLT prevê o trabalho intermitente. Para isso, as empresas criam um banco de funcionários que poderão, eventualmente,  ser contratados para trabalho temporário. Trata-se de uma grande reserva de mão-de-obra que receberá pagamento proporcional ao tempo trabalhado. Ter uma grande reserva de mão-de-obra é um dos maiores trunfos dos patrões para a “livre negociação em igualdade de condições”.

Os efeitos da famigerada reforma trabalhista, com menos de um mês de vigência, já estão claramente sendo sentidos por trabalhadores de vários ramos. E a perda de direitos está vindo junto com a terceirização da atividade-fim, como já aqui relatado no caso da Rede D’Or.

O caso da Estácio é emblemático. A instituição justifica que o valor da hora/aula paga aos professores estava muito acima do mercado. Mas esse valor da hora-aula, que a Estácio considera elevado, foi fruto de luta e negociação do sindicato, no caso do Rio de Janeiro o SINPRO/Rio, que representa a categoria profissional de docentes do terceiro grau. E o que a reforma de Temer pretende é justamente acabar com a negociação via sindicato, para que, individualmente, o professor acabe “negociando” com a Universidade. Não é à toa que eles demonizam os sindicatos. Ou seja, todas as conquistas, fruto de lutas coletivas, estão indo pelo ralo com a criminosa reforma trabalhista. Parece que até o capitalismo está involuindo no Brasil. Cem anos depois da primeira greve geral da nossa história, parece que vai ter que começar tudo de novo. E, claro, a culpa vai ser dos comunistas e dos anarquistas…

 

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