POEMA DE ANO NOVO – FELIZ 2018!

 

2018Olá amigos! Na última postagem do blog de 2017, republico o “Poema de Ano Novo”, que escrevi no final do ano passado. Um grande abraço e feliz 2018 a todos!

POEMA DE ANO NOVO

Tempo mágico de uma translação
Que finda em meio a nuvens carregadas
Abrindo-me o futuro de antemão
Na espera de não ter portas fechadas!

Qual universo em marcha permanente
A nos trazer o novo a cada dia
Na chama que aproxima o que é presente
De um futuro coberto de magia.

Bem vindo seja um ano que começa
E o que se vai, parece tão depressa…
Que logo um novo ciclo se inicia

A nos jogar na vida em desafios
E a não temer os muros mais sombrios
Na busca permanente da alegria!

RETROSPECTIVA 2017 DO BLOG

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Nosso blog entrou no ar em maio e, até aqui, além do Brasil, tivemos acessos dos Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Israel, França, China, Vietnã, Portugal, Romênia, Chile, Itália, Espanha, Japão, México, Egito, Argentina e Rússia. Agradecemos a todos pelas visitas, sugestões de assuntos, comentários e críticas. Esperamos voltar a tê-los conosco em 2018.

Em 2017 foram, ao todo, 169 postagens, sendo 165 artigos e 4 vídeos. Para quem quiser ter acesso a todas as publicações de 2017, basta acessar o link abaixo:

https://wordpress.com/posts/pedropaulorasgaamidia.com

Amanhã, na última postagem do ano, publicaremos o Poema de Ano Novo. Não deixem de ler. Abraços a todos e um feliz 2018!

CURIOSIDADES ASTRONÔMICAS EM TEMPOS DE ANO NOVO

sistema solarMais um ano está chegando ao fim. O que significa isso? Significa que o nosso planeta está completando mais uma volta ao redor do Sol, o que chamamos de translação. Ano é, portanto, o tempo que cada planeta leva para completar uma volta em torno do Sol. É comum dizermos que um ano na Terra dura 365 dias. Mas, na verdade, são 365 dias e 6 horas. E, para sermos bem precisos, o ano dura, milimetricamente, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Esse é o tempo exato, astronômico, que a Terra leva para completar uma volta ao redor do Sol. As 5 horas, 48 minutos e 46 segundos, costumamos arredondar para 6 horas, que são desprezadas. Então, a cada 4 anos, juntamos as 6 horas antes não contabilizadas para formarmos mais 24 horas, ou 1 dia. É o ano bissexto, que ocorre de 4 em 4 anos. Nesse ano, fevereiro tem 29 dias.

Só que não é bem assim. A pequena diferença de 11 minutos e 14 segundos que “jogamos fora” a cada ano, depois de 400 anos formarão mais um dia e, aí, não será necessário acrescentar mais um dia àquele ano, porque o calendário já estará ajustado. Nesse caso, temos o falso bissexto, fenômeno raro, que só acontece a cada 400 anos. O próximo será no ano 2100.

A duração astronômica de um ano depende do tempo que cada planeta leva para dar a volta ao redor do Sol. Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem a maior velocidade de translação: lá, um ano dura apenas 88 dias terrestres. De três em três meses tem Reveillón em Mercúrio. Haja fogos e champanhe!

Mas os planetas também realizam o movimento em torno de seus próprios eixos. É a rotação. Dia é o tempo que cada planeta leva para dar uma volta em torno de si mesmo. Na Terra, o dia dura 24 horas. Um ano dura muito mais do que um dia, certo? Nem sempre. Em Vênus, um dia demora mais tempo do que um ano. Como pode isso? Isso ocorre porque Vênus leva mais tempo para dar uma volta completa em torno de si mesmo do que em torno do Sol. É o planeta com a rotação mais lenta do Sistema Solar. Em Vênus, a rotação (dia) dura 243 dias terrestres e a translação (ano) 224 dias terrestres.

Apenas mais um detalhe: não se esqueçam que, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, está vigorando o horário de verão. Nessas regiões, os relógios estão adiantados em uma hora. Todo mundo comemora o Ano novo antecipadamente nessas regiões. Porque, na verdade, quando os fogos de Copacabana são disparados, ainda são 11 horas da noite. Será que é para não estragar a grade de programação da Globo? Feliz 2018 para todos!

UMA “OVERDOSE” DE PARTIDOS POLÍTICOS

partidos políticosO Brasil tem, atualmente, 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. O número é considerado expressivo. Porém, esta quantidade é apenas a “ponta do iceberg”. Segundo dados do site oficial do TSE, 70 partidos políticos encontram-se em fase de formação, o que poderá triplicar esse número. Se todos obtiverem os seus registros, o Brasil passará a ter 105 partidos políticos. Isso, por enquanto.  Os dados estão atualizados até hoje. Há poucos dias, consultei o site do TSE e eram 69 os partidos em formação. Os números podem ser atualizados a qualquer momento.

Evidentemente, não existem tantas correntes ideológicas diferentes a ponto de explicar o número de tantos partidos. O Brasil passou, entre 1945 e 1964, por um pluripartidarismo marcadamente ideológico, na época em que PTB e UDN rivalizavam no cenário político. Com a ditadura militar, foi instituído o bipartidarismo pelo AI-2, surgindo a Arena e o MDB. em 1979, o Brasil começou a retomar o pluripartidarismo, com a reforma partidária. Mas foi a partir de 1985 que teve início a proliferação de partidos, com exigências mais flexíveis para a formação de novas legendas. Foi a partir daí que vieram as famigeradas “legendas de aluguel”, pragas que ainda não desapareceram do cenário político-partidário do Brasil.

Chama a atenção nos novos postulantes a partidos políticos os nomes, geralmente vagos ou motivacionais, que não expressam nitidamente uma tendência ideológica. Em outros casos, ocorre o inverso: nomes muito específicos, dando mais a entender que se tratam de movimentos sociais por determinadas causas do que de partidos políticos. Não se assustem, não riam. A coisa é séria. Não enumerarei os 70, mas vejam o que poderá vir por aí como novos partidos políticos:

“Igualdade”, “Partido Carismático Nacional”, “Partido Manancial Nacional”, “Iguais”, “Partido do Esporte”, “Partido Nacional da Saúde”, “Real Democracia Parlamentar” (esse é monarquista!), “Partido Universal do Meio Ambiente”, “Partido do Pequeno e Microempresário Brasileiro”, “União Democrática Nacional” (vem aí um novo Lacerda?), “Partido do Servidor Público e Privado”, “Partido Conservador”, “Partido Pirata do Brasil” (o que é isso gente?), “Partido da Família Brasileira” (seria a família cristã?), “Partido da Frente Favela Brasil”“Partido Político Animais“, “Partido Nacional Indígena” e, acreditem, “Partido Nacional Corinthiano”(e desde quando torcer por um clube de futebol expressa alguma ideologia política?), dentre outros, muitos outros. Para quem tiver curiosidade em conhecer as outras “novidades partidárias”, acessem o link do TSE abaixo:

http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/criacao-de-partido/partidos-em-formacao

Tudo leva a crer que o “Fundo Partidário” poderá ser insuficiente. Ou que, qualquer dia, as urnas eletrônicas terão que ter um “HD externo”. Brincadeiras à parte, com política não se deve brincar. Principalmente quando a coisa é séria, muito séria.

 

 

40 ANOS DO DIVÓRCIO: DE TROVÃO A CARNEIRO

divórcioxDivorcio.jpg.pagespeed.ic.NC_ZcNCj17O ano que está terminando teve como uma de suas efemérides notáveis os 40 anos da Lei do Divórcio no Brasil. Por paradoxal que possa parecer, a emenda constitucional que instituiu o divórcio foi aprovada pelo Congresso Nacional em plena ditadura militar, quando ainda estava em vigor o famigerado AI-5. Mas é necessário esclarecer que em 1977 o regime militar já agonizava, com o aumento das pressões e dos movimentos populares.

Lopes Trovão, Leopoldo Bulhões, Guimarães Natal e Casemiro Júnior. Bem antes do senador Nélson Carneiro, eles apresentaram, ainda na Constituinte de 1891, uma proposta para a instituição do divórcio no Brasil. Lopes Trovão e seus colegas deputados tiveram que enfrentar uma sociedade muito mais conservadora do que Nélson Carneiro em 1977. Na época de Trovão, o país acabava de sair da condição de Estado Confessional Católico e a resistência religiosa era muito grande. Mas o conservadorismo não era apenas religioso. Pensem na mulher da época, que nem sequer votava. Falar em ela separar-se para se casar com outro homem então, nem pensar.

Quando  Nélson Carneiro iniciou sua luta pela lei do divórcio, ele também teve que enfrentar o conservadorismo religioso e o machismo. Sim, porque talvez muitos homens fossem a favor apenas do divórcio para eles, como acontece em algumas leis de países muçulmanos.

Na histórica noite de 28 de junho de 1977, o Congresso Nacional aprovava a emenda constitucional do senador do MDB Nélson Carneiro. Com protestos da Igreja Católica e dos machistas. Posteriormente ela foi regulamentada e sancionada pelo general-presidente Geisel. A sanção da lei por Geisel não teve grandes problemas, porque o ditador, de família alemã (sempre falei que ele nunca foi brasileiro),  teve uma formação religiosa luterana, o que não levou-o a se opor.

Depois de 40 anos, o divórcio assentou-se como um valor jurídico e também cultural. Mas novas frentes de batalha se apresentam. E, como sempre, a Igreja e os conservadores machistas fazendo suas representações de “membranas morais”. Casamento gay, trangêneros que buscam suas identidades, casamento entre três pessoas… Tudo à espera de novos “Trovões” e “Carneiros”… Alguns já deram suas caras.  Como estaremos em 2057?

O VALE TUDO PÓS-NATAL DE TEMER

vale tudodinheiroO Natal passou, mas Carlos Marun, o “dançarino-capacho” do Temer, disse que “o Papai Noel chegou de saco cheio para todo mundo”, em sua primeira entrevista após o feriado de Natal. Temer, não tendo os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados para aprovar a reforma da previdência que os banqueiros querem, resolveu jogar pesado. Pouco mais de cem anos depois de Campos Salles, ele resolveu criar uma nova “Política dos Governadores”, visando comprar os votos que faltam para ter a reforma da previdência aprovada. A diferença é que, embora a reforma seja tudo o que os banqueiros querem, quem pagará pelos votos não são os bancos privados e sim os bancos públicos. É um tipo de reedição do mensalão, inaugurado pelos tucanos em 1998.

E como funcionara esse novo “toma-lá-dá-cá”? Bem, Temer está prometendo crédito da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para os estados em que os governadores conseguirem influenciar os deputados a votarem a favor da reforma. E ele sabe muito bem com quem está lidando. É um acordo de bandidos. O golpista do Jaburu disse que o crédito só será liberado após a votação. Ele sabe muito bem o que é dar golpe e não quer levar um.

A incumbência de fazer o serviço sujo está a cargo de Marun, um sem-vergonha que não esconde o seu mau-caratismo e sua servilidade ao governo de lama do Sr. Temer. Imaginem o “homem da dancinha” dizendo que “Papai Noel chegou de saco cheio”. Esse é o mote de sua negociação. Nenhuma novidade.

Nessa nova “Política dos Governadores” que Marun, com seu deboche característico, chama de “ação de governo”, nós é que estaremos pagando a conta. Mais uma vez dinheiro público comprando votos.

É necessário, no entanto, sabermos que essa investida de Temer não poderá ser total. Isso porque, dos 27 governadores, temos a certeza de que os cinco do PT (Acre, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí) e o do PCdoB (Ceará) não terão como serem cooptados. Há ainda dois do PDT (Amapá e Amazonas) que, nos tempos de Brizola, certamente não se venderiam. Só que o PDT de Brizola morreu junto com ele e não podemos prever nada. Restam, portanto, 19 governadores dos demais partidos, justamente dos  partidos que dão sustentação ao governo do Mordomo usurpador. Desses, sem dúvida alguma, a maior investida será sobre os governadores do PSDB, onde ainda existem resistências à criminosa reforma da previdência. Estaremos acompanhando o “Papai Noel fora de época” de Marun. O saco dele vai muito além da radiografia pélvica do Temer, onde sempre aparecerá a mão do Marun. Haja dinheiro público e falta de vergonha no meio da cara!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NATAL, PAPAI NOEL E O VOVÔ GELADO

papai-noel-21A Guerra Fria durou cerca de 45 anos e dividiu o Mundo em dois blocos políticos, militares e econômicos. Os Estados Unidos e a antiga União Soviética não aceitavam, em nada,  ficar atrás do rival. À OTAN, a União Soviética respondeu com o Pacto de Varsóvia; a Yúri Gagárin, os Estados Unidos responderam com Armstrong, Aldrin e Collins; ao boicote à Olimpíada de 1980, a União Soviética respondeu com o boicote à Olimpíada de 1984. E no Natal?

Bem,  a figura de Papai Noel é a incorporação folclórica de São Nicolau, um generoso bispo nascido no século III da nossa era,  onde hoje encontra-se a Turquia. São Nicolau teria salvo três moças de terem um destino infeliz através de sua generosidade. Contam que ele presenteou-as com barras de ouro. Daí, a tradição de ele dar presentes. A criação da figura que hoje é a mais esperada pelas crianças na Noite de Natal, de certa forma apropriou-se de traços do comunismo e da União Soviética, pois sua roupa é vermelha e ele vem da região polar. Vermelho era a cor dos comunistas e grande parte da antiga União Soviética está na região polar. A figura do bom velhinho chegando do norte do planeta de trenó puxado por renas voadoras, logo tornaria-se o grande símbolo de presentes, não só para as crianças, mas o símbolo de um consumismo desenfreado, que caracterizaria a sociedade capitalista. Basta dizer que desfiles do Papai Noel antecediam a black friday, dando início oficial à época de compras. Apesar de sua cor e do local de sua “residência”, Papai Noel nada tinha a ver com o comunismo.

Em tempos de Guerra Fria, parece que o capitalismo havia se apropriado da figura de Papai Noel. Ele tornou-se o ídolo das crianças e o símbolo do consumo, coisa bem do capitalismo. E parece que seria o único. Então, alguns comunistas mais competitivos (não propriamente competentes!)  viram que o bom velhinho ocidental  capitalista também tinha que ter uma resposta. Criaram, então, o Vovô Gelado, que pretendia ser uma versão socialista do Papai Noel.

A União Soviética acabou e com ela lá se foi também o Vovô Gelado. Hoje nem se fala mais dele. Muitos nem sequer souberam que, algum dia, ele “existiu”.  Papai Noel triunfou.

No Brasil, lamentavelmente, depois de muitos anos, o país voltou ao Mapa da Fome da ONU e foi reeditada a Campanha do Natal Sem Fome. Sabemos o porquê do recrudescimento dessas vergonhas. E nessa o Papai Noel que vai passar na casa do Temer não vai poder fazer nada. Chamem, então,  o Vovô Gelado!