HUCK, BERNARDINHO E OS “PSDBs GENÉRICOS”

psdb genéricoVem sendo noticiado, desde ontem, que o apresentador global Luciano Huck não será mais candidato a Presidente da República em 2018. O anúncio foi feito em uma entrevista concedida em São Paulo. Isso, depois de muitas reuniões com empresários e setores políticos da direita. Enquanto isso, Bernardinho, o técnico de voleibol medalhista de ouro, parece que será mesmo candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro.

As duas personalidades, apesar de  suas diferenças, representam aquilo que eles próprios e seus incentivadores chamam de “o novo” na política. Diante do quadro de ceticismo do eleitorado, tanto em relação a partidos como a candidatos, nomes que dizem representar “a inovação” na política vem surgindo. Diferentemente do deputado federal Tiririca, esses nomes e os objetivos de suas candidaturas nada têm de expressão cômica ou revolta hilária do eleitor. Ambos fazem parte de um projeto muito bem definido. Basta ver quem está por trás deles.

Em primeiro lugar, nem Huck e nem Bernardinho nunca foram “apolíticos”. Ao contrário, ambos foram militantes do PSDB e participaram ativamente da campanha derrotada de Aécio Neves.  Bernardinho, inclusive, era filiado ao PSDB. Mas depois dos escândalos envolvendo o Aécio e o ninho tucano, para mostrar uma “cara nova”, eles tiveram que se dissociar do bandido do PSDB que apoiaram em 2014. E uma dessas estratégias (não só deles, sejamos justos) é aproveitar que a atual legislação permite a criação de partidos com nomes vagos e genéricos, que não mostrem suas caras ideológicas. “Podemos”, “Avante”, “Novo”, “Livres”“Patriotas”“Muda Brasil”, dentre outros, são nomes de partidos políticos que invocam palavras de ordem ou motivação. Seriam, digamos assim, exemplos de “PSDBs genéricos”. Isso porque a substância ativa ou essencial desses partidos é a mesma. E eles são iguais às cidades da Ilha da Utopia, de Thomas Morus. Basta falar de um para conhecermos todos. Assim, tomemos como exemplo o Partido Novo, do grande técnico Bernardinho.

Analisando o perfil ideológico e a plataforma do “Novo”, ficamos querendo encontrar “novidades” e não conseguimos. O partido defende as privatizações, é contra a política de cotas e segue a cartilha do “Estado mínimo”, mostrando sua tendência ultra-liberal em termos econômicos. O banqueiro João Amoedo, que preside o partido, provavelmente sairá candidato a Presidente da República. Perguntamos: onde está  o “novo”?

Começou há algum tempo uma avalanche de surgimento de partidos políticos que querem ocultar os seus matizes ideológicos. Não são só “Bernanardinhos” que surgirão daqui para frente. Uma porção de “PSDBs genéricos” aparecerão para, em nome do “novo”,  manter uma política social segregacionista, neoliberal e voltada para a destruição do Estado. Cuidado, leiam a bula de todos esses “PSDBs genéricos”. Eles poderão causar um grande dano às nossas vidas.

 

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