JUSTIÇA E O NOCAUTE DA ALERJ

download (3)Não sei se algum magistrado leu nosso blog no dia de ontem. Mas se leu, acredito que a nossa coluna intitulada “ALERJ  e o nocaute da Justiça” deve ter mexido com o seu brio, com a sua honra. Isso porque o contra-ataque da Justiça foi fulminante.

Ontem, quatro dias depois da vergonhosa sessão da ALERJ, que, como muito bem disse o desembargador federal Paulo Espírito Santo, “resgatou” Picciani, Albertassi e Paulo Melo, o Tribunal Regional Federal da 2a. Região anulou as decisões da mesma e determinou a volta dos três bandidos à prisão.

E, para coroar a reação da Justiça, no dia de hoje o casal de ex-governadores Garotinho e Rosinha também tiveram suas prisões decretadas. Formação de quadrilha, corrupção, uso de dinheiro ilegal para campanhas eleitorais e até a utilização de um “braço armado” levou a Polícia Federal a prender o casal Garotinho, que pertence a uma facção criminosa rival à facção de Picciani. A prisão de Garotinho e de sua mulher foi marcada por uma premonição e por uma ironia. A premonição foi a sua declaração quando soube da volta de seu inimigo Picciani e sua quadrilha à prisão. Segundo o que se noticiou, Garotinho teria dito: “ainda não terminou A faxina.” A ironia: Garotinho é torcedor declarado do Goytacaz e a operação que o prendeu recebeu o nome de “Caixa d’Água”. Lembrando que “Caixa d’Água” era a alcunha do falecido presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, torcedor do Americano, arquirrival do Goytacaz em Campos.

Segundo a defesa de Garotinho, seu cliente corre risco de vida na prisão em Benfica, pois Picciani havia jurado Garotinho de morte com um “tiro na cara”. Mas Garotinho foi mesmo é para Benfica. Não sabemos como será o encontro das quadrilhas rivais no mesmo presídio.

O que sabemos é que o Rio de Janeiro, tradicional na vanguarda política, dormirá hoje com três ex-governadores presos. Deveriam ser quatro, se não fosse a proteção dada pelo golpista Temer ao Gato Angorá, quando lhe conferiu o status da imunidade. Mas o povo, esse sim, pode insofismavelmente dizer: “a faxina só está começando!”

 

2 comentários sobre “JUSTIÇA E O NOCAUTE DA ALERJ

  1. Sergio

    É simples, dentro dos presídios os presos são divididos por facções. O mesmo recurso poderia ser usado em Benfica. Facção do Cabral em um pavilhão, facção garotinho em outro pavilhão. Rivais dentro de presídios se dividem assim.

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