ALERJ E O NOCAUTE DA JUSTIÇA

poder judiciário nocauteadoA libertação dos três bandidos da quadrilha PMDB/Cabral/Picciani pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro não foi apenas mais uma porrada no povo do nosso Estado. Aliás, a população do Rio de Janeiro vem sendo, há muito, atacada por essa Casa que, do povo, nada tem há muito tempo. A ALERJ, como instituição, e não apenas os 39 cúmplices que que voltaram a favor da soltura dos três bandidos conseguiu, em poucas horas, nocautear a Justiça por três vezes.

O primeiro nocaute foi a votação em si. Depois de terem suas prisões decretadas pelo Tribunal Regional Federal por unanimidade (o placar foi de 5 X 0), mediante provas robustas, a ALERJ, em tempo recorde, convoca uma sessão extraordinária em plena sexta-feira de feriadão.  E, por 39 votos a 19, desautoriza a decisão do Judiciário. Os cúmplices dirão que havia o prazo para a sessão acontecer. Mas, e se fosse algo de interesse do povo, a mobilização e empenho de suas excelências seriam iguais?

O outro nocaute foi o não cumprimento de uma ordem judicial, expedida pela Juíza Ana Cecília Argueso Gomes de Almeida, da 6a. Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, que obrigava a mesa diretora a abrir as galerias para que o povo a elas tivesse acesso. A oficial de Justiça que levava a ordem foi barrada e, claramente, percebeu-se uma manobra da mesa, presidida pelo deputado-apresentador-sensacionalista Wagner Montes, para que o recebimento da ordem judicial fosse procrastinado, permitindo-se assim que, nesse tempo, deputados cúmplices ordenassem os funcionários da Casa a ocuparem os lugares que seriam do povo. A ordem não foi cumprida e o povo não foi permitido de ter acesso à “sua Casa”.  Outra porrada no Judiciário.

O terceiro  nocaute foi o cumprimento da soltura dos três bandidos, que não chegaram a ficar nem 24 horas presos. E eles sabiam disso. Quando Picciani, Albertassi e Paulo Melo se entregaram à Polícia Federal, na véspera da vergonhosa sessão da ALERJ, eles já tinham certeza do desdobramento dos fatos. Os três se entregaram quase que ao mesmo tempo. Foi um teatro muito bem ensaiado. Consumada a votação da vergonha, era a hora de levar os bandidos de volta para seus lares. Porém, o alvará de soltura só pode ser emitido pelo Judiciário. E nem isso aconteceu. A ALERJ, atropelando mais uma vez a Justiça e usurpando o seu poder, mandou buscar os três meliantes simplesmente sem alvará de soltura expedido pela Justiça.  Mais uma porrada humilhante no Poder Judiciário.

No fim, a imagem de um dos chefões da quadrilha, Jorge Picciani, degustando um saboroso vinho em sua luxuosa mansão. Agora, um pedido de “licença” para defender-se e também ao seu “filhinho” que (ainda) não tem os privilégios que a nossa lei dá a  bandidos engravatados. Durante sua licença, ele vai articular politicamente, realizar contatos e tentar fazer com que a coisa caia no esquecimento,  para voltar em fevereiro de 2018 mais forte do que nunca. Isso se a Justiça deixar. Será que teremos o quarto nocaute? Mas se isso acontecer, ainda restam as eleições de 2018. Aí, caberá ao povo, nas urnas, tomar vergonha na cara e dar a Picciani  o nocaute que ele, sua quadrilha e seus 39 comparsas merecem.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s