O SINCRETISMO RELIGIOSO A SERVIÇO DA BANDIDAGEM

pedro augustoátila nunesO sincretismo religioso, no Brasil, era a fusão de elementos da religião católica com as divindades africanas. Esta prática remonta à época colonial,  quando a religião católica era imposta aos africanos que para aqui eram trazidos. Para disfarçarem a crença em suas divindades, os africanos acabavam associando um santo católico com uma divindade africana. Assim, por exemplo, São Jorge era Ogum; São Sebastião era Oxossi e Santa Bárbara passou a ser Iansã. Tudo não passava de um disfarce, visto que o catolicismo nada mais era do que uma aculturação forçada aos escravos. Então, a imagem de um santo católico encobria a do orixá surgindo, assim, a associação das divindades.

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Dia 17 de novembro de 2017. Em votação, a libertação de três deputados presos unanimemente pela Justiça Federal e com robustas provas de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Por causa de um recuo do STF, pressionado pelo Senado no caso de outro bandido, o senador Aécio Neves, foi dada a prerrogativa de que as prisões cautelares de parlamentares sejam confirmadas ou não pelas respectivas casas legislativas das quais eles fazem parte. “Casas Legislativas” é uma expressão genérica e o benefício dado ao bandido Aécio, de ter sua prisão cautelar referendada ou não pela sua Casa Legislativa,  ganhou um efeito cascata. Assim, essa decisão covarde do STF acabaria beneficiando qualquer ocupante de uma “Casa Legislativa”.  Os bandidos engravatados das Assembleias Legislativas Brasil afora agradecem ao STF, especialmente à Ministra Carmen Lúcia, que deu o voto de minerva que favoreceu o bandido-tucano.

Pedro Augusto, deputado estadual. Católico fervoroso. Radialista da Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Ele comanda orações pela emissora. O auge é a Oração da Ave Maria.

Átila Nunes Filho, deputado estadual. Umbandista fervoroso. É um difusor da umbanda e prócer da liberdade religiosa. Combate a intolerância religiosa.

Mas na votação pela libertação dos três bandidos peemedebistas, o católico fervoroso e o umbandista fervoroso se uniram. Foi o sincretismo a serviço da bandidagem. Ambos votaram pela libertação de Picciani, Paulo Melo e Albertassi.

Se São Jorge é Ogum, São Sebastião é Oxossi e Santa Bárbara é Iansã, então agora a podridão da ALERJ nos forneceu um novo sincretismo. Só que esse, a serviço do mal, da corrupção, dos quadrilheiros, dos lavadores de dinheiro imundo: Pedro Augusto é Átila Nunes e Átila Nunes é Pedro Augusto.  É o sincretismo religioso a serviço da bandidagem…

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