A “DESISTÊNCIA” DOS AUDITORES

TCECARTAImaginem um funcionário de carreira competente, tecnicamente preparado. Agora imaginem esse funcionário de carreira “desistindo” de um cargo que significaria o ápice de sua carreira. Agora, imaginem três funcionários de carreira competentes e tecnicamente preparados “desistindo” de um cargo que significaria o ápice de suas carreiras. Imaginem mais: imaginem esses três funcionários de carreira “desistindo” do referido cargo em uma carta de “desistência” levada a eles por um bandido que era postulante ao cargo. Qual pessoa de bem não assinaria a carta de “desistência”? Claro que eu também assinaria e “desistiria”. E imaginem só mais um pouquinho: a carta de “desistência” foi encontrada pela Polícia Federal no gabinete do bandido.

Os funcionários de carreira em questão são os conselheiros substitutos, auditores fiscais de carreira, Rodrigo Melo do Nascimento, Marcelo Verdini Maia e Andrea Siqueira Martins. O bandido, o deputado Edson Albertassi, integrante da quadrilha Cabral-Picciani,  que na vergonha protagonizada por seus comparsas da ALERJ,  foi solto após ter sua prisão decretada, unanimemente, pela Justiça Federal. A “desistência” dos auditores deixou o caminho livre para que o (des)Governador Pezão indicasse Albertassi para o cargo. E Pezão, em seu típico cinismo peemedebista, ainda disse que teve que nomear alguém de sua confiança porque os três auditores “desistiram” da indicação.

Este é mais um episódio que comprova como Estado do Rio de Janeiro está entregue a uma quadrilha, quadrilha esta liderada pelo PMDB, especialmente Jorge Picciani, o cacique bilionário que ontem, mais uma vez, provou que é o dono da ALERJ. Os partidos-satélites que encobrem seus crimes, tipo um “centrão” do Rio de Janeiro, são igualmente responsáveis.

O episódio deve ser apurado a fundo. Todas as evidências mostram que os auditores sofreram pressões e ameaças, no mínimo veladas, para assinarem suas “desistências”. Tanto isso é verdadeiro que havia sido informada, inclusive, a movimentação dos referidos auditores para que um deles viesse a ser indicado. E, claro, do mesmo modo que na ALERJ, o TCE do Estado do Rio de Janeiro tornou-se uma organização criminosa, que só deixou de sê-la após a defenestração dos corruptos da quadrilha Cabral-Picciani. E Pezão não quer ter suas contas julgadas por um técnico de carreira e sim por um comparsa, como é o caso de Albertassi. Mas Albertasi, quando foi preso, também desistiu. Pode ser que agora, solto por uma ALERJ em avançado estado de putrefação, porém, com os seus cânceres mais vivos do que nunca, ele volte a ser nomeado para o cargo e tenha seu nome aprovado pelos mesmos comparsas que o absolveram.

O Rio de Janeiro já transcende o patamar da agonia. Ontem, após mais uma vergonha protagonizada pela ALERJ, deu até vontade de “desistir”. Porém, refletindo um pouco, ainda acho melhor dar uma resposta para esses bandidos nas urnas em 2018. O povo do Rio de Janeiro não poderá capitular com uma carta de desistência!

 

 

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