TORQUATO OU TORQUEMADA?

torquatotoquemadaTorquato Jardim, o ministro da Justiça do governo golpista e ilegítimo do Sr. Temer, afirmou que “o comando da PM no Rio de Janeiro tem acerto com o crime organizado” e que os comandantes dos batalhões “são aliados do crime organizado e até vazam informações.” As declarações são fortes, gravíssimas e o ministro do governo golpista estaria prestando um relevante serviço ao Estado do Rio de Janeiro e ao País se mostrasse provas de suas declarações. Mas seria esperar demais de um ministro do golpista do Jaburu. Torquato Jardim encerrou sua declaração afirmando que “o governo do Rio de Janeiro que prove que eu estou errado!”

O que acabamos de ler foi uma afirmação do ministro da Justiça. Qualquer estudante de Direito sabe que o ônus da prova cabe a quem acusa. Portanto, se ele acusou, que prove. Até porque a sua declaração tem um escopo muito abrangente e ele não fez exceções. O que nos chama mais a atenção é que Torquato Jardim é ministro da cota pessoal de Temer. Ou seja, não é indicação partidária, é de confiança pessoal do golpista do Jaburu. Esse mesmo ministro participa (e defende) um governo atolado em corrupção, com áudios, vídeos, delações, tudo documentado. O que o Sr. Torquato diria das acusações e provas contra Temer?  Agora ele faz uma declaração gravíssima e diz que os acusados é que devem provar as suas inocências. Não estou defendendo o governo do Sr. Pezão, que é um governo tão criminoso quanto o governo do qual o Sr. Torquato participa. Mas fazer acusações sem provas e exigir do acusado que prove a sua inocência, é algo que nos remete à Inquisição. A fala do ministro Torquato nos faz lembrar de Torquemada, o temível inquisidor espanhol do século XV. Na Inquisição acusava-se, e o acusador nada tinha que provar. O acusado que “se virasse” para provar sua inocência.

Aliás, o Brasil parece estar involuindo para a era inquisitorial. Fundamentalistas invadem museus, prefeitos censuram exposições, professores são ameaçados pelo “Escola Sem Partido”, fascistas invadem aula de história na UERJ, show do Caetano Veloso é proibido e ainda querem impedir a vinda ao Brasil da filósofa Judith Butler.

A única coisa que talvez fuja a essa regra é o programa de segurança alimentar do Sr. Prefeito Engomadinho do Tietê, que já pensa na colonização de Marte, com uma farta distribuição de comida de astronauta.  Mas parece que estamos, realmente, voltando a tempos sombrios, em pleno século XXI. E, de onde deveriam vir afirmações seguras, como de um ministro da Justiça, ouvimos acusações sem provas e desafiando os acusados a provarem o contrário. A “inquisição temerária” está no ar. O ministro da cota pessoal do golpista chama-se Torquato, mas bem que poderia chamar-se Torquemada. Quando teremos a primeira fogueira?

 

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