O FÓSSIL INCENDIÁRIO

aécio 171Aécio Neves, o “playboy do Leblon”, o “matador de delatores”, o “incendiário do país”. Sinceramente, não queria mais falar sobre ele, até porque, política e moralmente, esse indivíduo virou um “fóssil vivo”. Mas, infelizmente, ele será notícia até a próxima terça-feira, dia 17, quando o Senado irá votar pela continuidade ou não de seu afastamento daquela casa legislativa. Ele virou mais um problema para os tucanos. Os outros são João Dória e o governo Temer. Até no ninho golpista dos tucanos há quem não queira mais salvar a pele dele. Virou um fardo.

Grande parte do que vive hoje o país, até em termos de radicalismos, é culpa desse elemento. Ele e seus pares jamais aceitaram o resultado das urnas em 2014. E, seguindo a lógica lacerdista ele afirmou, logo após sua derrota nas eleições, que “iria incendiar o país para não deixar a Dilma governar.” Palavras dele que, apoiado por vários comparsas, levaram adiante o golpe que imergiu o país em uma crise sem precedentes. O incendiário levou adiante seu plano. Mas, no meio do caminho tinha um Joesley… Tinha dois milhões de reais… Tinha um primo que ele disse que, se delatasse, mataria… Corrupção, ameaça de morte, obstrução de justiça. Afastado de suas funções por uma turma do STF, o pleno de nossa Corte, outrora Suprema, vacilou. E o “murismo” da Ministra e Presidente Carmen Lúcia não enganou ninguém. Ela não votou só a favor do Aécio. Ela votou contra o Supremo. O dia 11 de outubro de 2017 entrou, tristemente, para a história do Judiciário brasileiro. Desde aquela data o Supremo Tribunal Federal deixou de ser “Supremo”.

Agora, o Senado decidirá pela continuidade ou não do afastamento do incendiário que virou fóssil. Em seu recolhimento, ele conspira com seus asseclas para que o voto dos senadores, dia 17, seja secreto. Ele próprio sabe que muitos colegas terão vergonha de votar a seu favor. Ocorre que hoje, uma liminar conseguida pelo Presidente da União Nacional de Juízes Federais, Márcio Luiz Coelho de Freitas, determina que a votação seja aberta. Esperamos que na próxima terça-feira o “fóssil vivo” não tenha 41 comparsas (ou 41 sem-vergonhas) e continue longe do Senado. Quiçá da sociedade.

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