LEOPOLDINA: ANIVERSÁRIO E ABANDONO

igreja da penhaalemão teleférioA Leopoldina está celebrando neste mês de outubro 131 anos. A Leopoldina nos orgulha. Está representada no futebol com o Olaria Atlético Clube e o Bonsucesso Futebol Clube; no samba, com a Imperatriz Leopoldinense, a Unidos de Lucas, a Tupy de Braz de Pina  e o Cacique de Ramos; na cultura e na arte com o Grupo 100% Suburbano, que mensalmente promove o Chorinho na Praça Ramos Figueira; na ciência, com a FIOCRUZ, um dos maiores centros de pesquisa do Brasil. Outubro também é o mês de Nossa Senhora da Penha e o santuário recebe milhares de romeiros até o primeiro domingo de novembro, o tradicional “domingo dos barraqueiros”. Mas a religiosidade do leopoldinense está presente, também, em diversos outros credos, cujos templos espalham-se pela região. Infelizmente, apesar desses vários exemplos, a Leopoldina só não está representada no poder político.

Quantos motivos de orgulho, não fosse o abandono da região. A Leopoldina sangra com a sua falta de representatividade na Câmara Municipal. Dos 51 vereadores nenhum, rigorosamente nenhum, representa a região. Os dois últimos auto-proclamados representantes da região literalmente viraram as costas e foram defenestrados pelo eleitorado em 2016. Um outro, que se diz remanescente, tem o seu mandato a serviço do ultra-reacionário pastor Silas Malafaia. Resta à região, portanto, a voz e o voto. Isso para que, doravante, eleja alguém verdadeiramente comprometido com a região. Tiraram linhas de ônibus de circulação, logradouros importantes estão abandonados, o teleférico do Alemão parou,  a estação do BRT de Olaria, depredada e fora de serviço,  não preocupa as autoridades. Dirão que a crise afeta a todos. Porém, em outras regiões da cidade, com representatividade política, problemas semelhantes em pouco tempo são resolvidos. A Leopoldina precisa de um representante genuíno, que conheçaviva na região. Não apenas que tenha nela o seu domicílio eleitoral. Esses nós já conhecemos. E esses deveriam ir pedir votos na Zona Sul, Barra da Tijuca ou Recreio dos Bandeirantes.

Nesses 131 anos de Leopoldina o melhor presente que a região poderia ter seria ser lembrada pelas autoridades, especialmente municipais e estaduais. Enquanto isso, já que estamos chegando no final do ano, bem que os leopoldinenses poderiam entoar uma famosa música dos anos 70,  da propaganda da antiga caderneta de poupança Delfin: “Neste Natal, lembre-se de mim…”

 

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