A CINDERELA SEM PRÍNCIPE

laura mesiEm meio a tantos debates sobre família, religião, orientação sexual, que vêm dividindo as pessoas em virtude de ortodoxias ou heteroxias, chegou até nós, através da BBC Brasil, a notícia de um feito singularíssimo: um tipo de casamento do qual quase não se ouve falar, ou que alguém já pode ter falado de brincadeira, mas que certamente nunca acreditaria que um dia iria acontecer. Não é monogamia, nem bigamia, nem poligamia, nem relação homoafetiva. Trata-se da sologamia, isto é, o casamento consigo mesmo.

Uma italiana de 40 anos, chamada Laura Mesi, casou-se consigo mesma, com direito a celebração, festa e até bolo. O chamado auto-casamento, embora não tenha valor legal, é revestido de enorme simbolismo, onde alguém quer externar o seu amor próprio, a sua elevada auto-estima e também, certamente, quer mostrar que nenhuma “cara metade”, seja do sexo oposto ou do mesmo sexo apareceu e que, então, a pessoa aposta em um casamento consigo mesma. Alguns podem até chamar de “narcisismo”. Seja lá como for, o certo é que o comportamento humano é capaz de responder às mais variadas situações. A “noiva” em questão chegou a ter um relacionamento de 12 anos e, prometeu a si mesmo, a familiares e amigos que se não encontrasse alguém que pudesse completá-la, ela mesma o faria, através da sologamia.

Com a repercussão da atitude de Laura Mesi, é possível e até provável que muitos passem a se darem conta de suas próprias situações de “soligamismo”. Trata-se de pessoas absolutamente normais, em plena atividade, que trabalham e/ou estudam, mas que optaram por querer estarem e “dividirem” tudo consigo mesmas: momentos, projetos, dívidas, alegrias e tristezas. Certamente a soligamia é mais comum do que possamos imaginar.

Muitos perguntarão pelas relações sexuais nesse tipo de “casamento”. Claro que não há celibato. O sexo com certeza está liberado. E, sem dúvida,  é um dos ingredientes para a felicidade do “soligâmico”. Laura Mesi tem tudo para ser feliz. E, antes que alguém critique a moça, muito pior são as pessoas “casadas”, mas que sentem-se sozinhas quase que a vida inteira. Que a “Cinderela sem Príncipe” seja muito feliz!

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