TV DIGITAL E AS LEMBRANÇAS DO “MILAGRE”

downloadtv digitalreforma da previdênciaNo dia 25 de outubro o sinal analógico de TV será desligado no Estado do Rio de Janeiro. Toda transmissão será digital. O sinal digital já está disponível para assinantes de TV a cabo e para quem comprou aparelhos de TV a partir de 2010. Portanto, para poder ver TV, grande parte da população terá que ter o aparelho de conversão, que é vendido no mercado. A Globo, em seus telejornais, vem fazendo a campanha do “Seja Digital”. Evidentemente, nem a “toda poderosa” do Jardim Botânico e nem as outras emissoras vão querer perder audiência. Daí, todas estarem engajadas na campanha. Nessa campanha, sempre é veiculado o direito que terão aqueles que são beneficiários de projetos sociais do Governo Federal, como o Bolsa-Família e outros. Esses beneficiários receberão, gratuitamente, todo kit do “Seja Digital”: conversor, antena e cabos.

O que chama nossa atenção é o fato de muitos grupos que se opõem aos programas sociais,  estarem engajados na campanha para que os beneficiários desses programas retirem logo o kit a que têm direito. E a Globo é um conglomerado de comunicações que sempre se opôs a programas como o Bolsa-Família. Mas eles querem, e precisam, da audiência dessas pessoas. Então, em sua programação, a “Besta do Jardim Botânico” vem incentivando todos a retirarem seus kits gratuitos o quanto antes.

Isso faz lembrar os tempos nada saudosos do “Milagre Econômico”, um dos ícones da ditadura do general Médici: o país crescia e exportava, enquanto o povo empobrecia, a inflação aumentava, a dívida externa disparava e  os salários eram arrochados. De 1969 até 1973 foi assim no Brasil. Mas não deu certo. Culpa dos árabes, que aumentaram o preço do petróleo. Naquela época, até nos programas humorísticos da Globo, os árabes eram os culpados. Bin Laden ainda era criança e Trump era um tremendo de um playboy, mas a Globo já dizia que o terrorismo vinha daquelas bandas. A Arábia deixava de ser Saudita para ser “Maldita”.

A Rede Globo recebeu sua concessão do governo militar em 1965, um ano após o golpe que implantou a ditadura. E tornou-se o “Diário Oficial” dos governos militares. Não foi à toa que, naquela época do “milagre”, podia faltar de tudo nos lares brasileiros, menos o sinal da Globo: podia-se comprar uma televisão em até 48 prestações. Era fácil ver TV enquanto, literalmente, esperávamos sentados a “fatia do bolo do Delfim”.

Agora, precisa-se do conversor. Ele será entregue gratuitamente para muita gente. Isso para verem e ouvirem  a Globo dizer que a reforma da previdência e a reforma trabalhista são boas. Que a terceirização é necessária. Que a previdência é deficitária. Que servidores públicos são privilegiados. Que o país está crescendo. A lavagem cerebral também tornar-se-á digital. E, vez  por outra, a Ana Maria Braga dará uma receita de bolo. Isso, para que todos “pesquem o peixe” e não fiquem esperando a “fatia do Delfim”.

Plim! Plim!

QUEM VAI AO PSICÓLOGO ?

psicologiahomossexualismopsicanáliseQuem diz ser a homossexualidade uma doença ou é nazista ou mal resolvido com a sua própria sexualidade. Pode ser político, padre, pastor, rabino, guru ou qualquer outro que possa propor ou aconselhar. Mais uma vez veio à tona, nesses tempos de trevas em que o país vive, a questão da famigerada “terapia de reversão sexual”, em virtude da liminar do Juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, que permite aos profissionais de psicologia tratarem homossexuais como doentes e que possam fazer a referida “terapia”. A chamada cura da “doença gay” é algo que vem sendo debatido dentro da própria categoria de profissionais de psicologia, tendo em vista que alguns deles, que entraram com a ação, alegam estar sofrendo censura do Conselho Federal de Psicologia ao fazerem atendimento a tal demanda. A liminar (que é uma decisão precária) pode ser derrubada, mas até lá o Conselho de Psicologia não poderá impedir qualquer profissional de fazer atendimento para o que seria uma reorientação sexual.

Mas há um aspecto que nos intriga nessa questão: se alguém que percebe ter inclinações homossexuais quer procurar um psicólogo, então ele próprio está se considerando “doente” ou “anormal”. O que fazer em casos como este, principalmente em se tratando de pessoas maiores e capazes?

Está rolando uma tremenda celeuma. Grupos conservadores, que se dizem de preservação da família, assim como grupos em defesa das causas gays estão se digladiando nas redes sociais. Desnecessário. Até porque entendo que a pessoa que procura um psicólogo para “tratar” de homossexualismo está indo no especialista errado. Melhor seria ele ir a um psicanalista. Por que? Imaginem a seguinte situação:

Um homem de 50 anos de idade ainda faz xixi na cama. Ele não aceita isso, não consegue conviver com esse problema. Encontra com um amigo na rua, fala de seu problema e diz que vai procurar um tratamento. Diz que vai a um psicólogo. Tempos depois ele reencontra o amigo, que vai logo perguntando:

– E aí, resolveu aquele problema?

– Sim, agora resolvi.

– Como assim, “agora resolvi”?

É porque quando eu fui no psicólogo, eu fiquei um tempo sem mijar na cama, mas ainda não me sentia bem. Então, revolvi ir ao psicanalista.

E o amigo então falou:

– Então quer dizer que, graças ao psicanalista, o teu problema está resolvido? Você não mija mais na cama?

– Não, eu continuo mijando na cama. E muito. Cada vez mais. Só que agora eu até curto essa situação. Acho até um grande barato…

 

PRIVATIZAÇÕES E OS ATUAIS DONATÁRIOS DO BRASIL

capitaniasrei d.joão iiibrasil privatizadoPrivatização é algo muito mais antigo em nosso país do que se possa imaginar. Não foi o Collor, nem o Itamar, nem o FHC que começou com isso. A primeira privatização da história do Brasil foi em 1534, com a adoção do sistema de Capitanias Hereditárias. Crédito para o rei de Portugal D. João III. A colonização do Brasil foi privatizada, sob alegação de que o governo de Portugal não poderia arcar com os custos. O Estado já era considerado “máximo”. O resultado? “Deu ruim”. Os donatários abandonaram seus lotes e queriam mais apoio do governo. É a velha ideia de “privatizar lucros e estatizar prejuízos”. O mote vale para hoje em dia.

E quem disse que privatizar resolve? Se a primeira experiência privatista de nossa história fracassou, muitas outras não foram diferentes. Mas a falácia do “privatizar é melhor”  recomeça, em tempos que querem entregar a Eletrobrás e a Amazônia. Privatizaram a telefonia. E as empresas telefônicas são campeãs de reclamações dos clientes. Privatizaram os transportes. Perguntem quem está satisfeito com os serviços das empresas de ônibus. Alguém já encarou uma fila do Bradesco? Vá a qualquer agência da Light, entre na fila e pergunte aos inúmeros clientes que ali estão diariamente sobre a satisfação com o serviço da empresa.  Privatizaram a saúde. Perguntem aos clientes dos planos de saúde sobre seus níveis de satisfação.  Vocês sabiam que o maior desastre ambiental da história brasileira foi de responsabilidade de uma empresa privada, a Samarco? E o que dizer de uma universidade privada que admitiu um analfabeto em seu curso de Direito? Odebrecht, Delta, JBS. Os exemplos são incontáveis. Claro que existem falhas no serviço público. E muitas vezes vários dos serviços mantidos pelo Estado também são alvos de reclamações pela população. Que se mude, pois, a gestão, que se discutam saídas com a sociedade. E que, principalmente, sejam aumentados os investimentos em setores estratégicos e básicos dos quais a população, principalmente a mais pobre, depende: saúde, transporte, educação.

O que causa espanto, e é bem sintomático, é que se venha se falar de privatização da Eletrobrás justamente quando ela teve um lucro de 3,4 bilhões, depois de amargar prejuízo por quatro anos seguidos. E o preço da venda? Sabe-se, inclusive, que muitas estatais foram vendidas a preço de “banana podre” ou ainda pelas famigeradas “moedas podres”.

Consultores especializados estimam que a privatização da Eletrobrás acarretará em um aumento das tarifas de energia entre 2% a 5%. Que garantia teremos da melhoria da qualidade do serviço? Sobre a entrega da Amazônia para exploração mineral, há muito que o capital estrangeiro está de olho nessa região. E o mordomo-golpista pretende entregá-la. Diferentemente do rei D. João III, que não vendeu a soberania de seu reino, pois não privatizou a colonização para estrangeiros,  e interferiu para sanar o fracasso das capitanias, o governo entreguista está prestes a presentear “donatários privatistas” que estão à espreita de nossas riquezas. E, se o plano que está em curso der certo, o Brasil corre o risco de voltar a ser colônia. E não será de nenhum país comunista.

CONTRA “MOURÕES” AINDA EXISTEM “LOTTS”: NÃO AO GOLPE FASCISTA!

mourão filhoantifascismoantonio hamilton mourãoO Brasil de muitos  golpes e de generais “Mourões” em sua história,  também orgulha-se de ter marechais “Lotts”. Em 1964, o general Olympio Mourão Filho, Comandante da 4a. Região Militar de Minas Gerais, comandou a vinda de suas tropas para efetuar o golpe que derrubaria o Presidente João Goulart. E esse Mourão era mesmo fascista e golpista. Fascista porque foi membro da AIB, a Ação Integralista Brasileira, a versão tupiniquim do fascismo de Mussolini. E era golpista há tempos, porque sabe-se que foi ele o redator do Plano Cohen”, um suposto plano de tomada do poder pelos comunistas (que, mais tarde, comprovou-se sua falsidade) e que serviu de pretexto para que Vargas efetuasse o Golpe do Estado Novo em 1937.

Agora, em pleno século XXI,  me aparece outro Mourão golpista e fascista:  o general Antônio Hamilton Mourão, em palestra recente, ameaçou a ordem constitucional brasileira, ao afirmar que “se o Judiciário não solucionar o problema político, os companheiros do Alto Comando do Exército entendem ser necessária  uma intervenção militar.” As palavras e o tom ameaçador do general golpista, e que tem eco em um saudosista grupo que se auto-denomina “intervencionistas”, não deixam dúvidas: há no Exército um setor pronto para rasgar a Constituição e dar outro golpe, agora estritamente militar,  e não apenas parlamentar-midiático-empresarial como foi o de 2016. Lembrando ao “Mourão” de agora, que não cabe nem ao Judiciário e nem às Forças Armadas resolverem problemas políticos.

Para nossa tranquilidade, felizmente, o nosso Exército não é feito apenas de “Mourões”. A história brasileira registra a luta de militares legalistas, conscientes de suas funções e que não fizeram e não  fazem da farda e das armas uma membrana para o golpismo e a covardia. O marechal Henrique Teixeira Lott foi um deles. Em 1955, quando Juscelino venceu a eleição, o eterno golpista Carlos Lacerda ameaçou a posse de JK. Mas o marechal Lott, legalista e anti-golpista, garantiu a posse do presidente legitimamente eleito, honrando sua farda e defendendo a Constituição.  Lacerda e seus comparsas  tiveram que colocar o galho dentro e ainda esperarem por nove anos.

A política e o processo histórico são feitos de conflitos e contradições. Conviver com isso faz parte do jogo. E as armas não estão em suas regras. Nosso Exército tem histórias bonitas, não apenas de golpes. Entendo que a democracia brasileira já amadureceu suficientemente para resolver suas crises sem “tutelas golpistas”. Que os “Lotts” de agora deem sempre a devida resposta aos “Mourões”  de ontem, hoje e sempre, com um sonoro “até nunca mais!”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOTO NULO NÃO ANULA ELEIÇÃO

voto nuloComeçam a circular pela internet, especialmente pelo Facebook, e pelo Whats App, convocações para a anulação do voto em 2018. Ontem mesmo recebi uma dizendo que “pela legislação brasileira, se mais da metade dos votos forem nulos, o pleito é anulado e novas eleições terão que ser convocadas, com outros candidatos.” O mote da campanha não vem mudando ao longo do tempo: “Diga não a todos eles!”

Este é um dos grandes, entre muitos equívocos que circulam pela internet. E, diga-se de passagem, com as melhores das intenções. Diferentemente de quando diziam que o Lula era o dono da Friboi.  Ocorre que a legislação eleitoral brasileira não prevê anulação do pleito no caso de mais da metade dos votos serem nulos. Especialistas atribuem o crescente número de votos nulos, principalmente em 2014, à crença nessa informação equivocada que, a cada eleição, é divulgada.

O voto nulo, portanto, não anula eleição. Ele só tem duas serventias, além de aumentar a estatística de votos nulos: em eleição majoritária (Presidente, Governador, Prefeito), o voto nulo reduz o número de votos válidos e em eleição proporcional (deputado federal, deputado estadual e vereador) o voto nulo contribui para a redução do quociente eleitoral.

Na verdade, esse pensamento deriva-se de uma interpretação equivocada do que reza o nosso Códio Eleitoral. O que o referido diploma legal afirma, em seu artigo 222, é que “será anulável a votação quando viciada de falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico…” E, no artigo 224  preceitua que “se mais de 50% dos votos forem assim anulados, teremos novas eleições.”

O que anula eleição, portanto, não são votos nulos legítimos quando o eleitor expressa essa vontade, geralmente com fins de protesto,  e sim votos anulados, por terem sido comprovadamente fraudados ou com interferência do poder econômico.

Se, por exemplo, no segundo turno das eleições de 2014, só a Dilma comparecesse à votação para votar em si mesma, ela estaria eleita para a Presidência da República com um único voto. O problema não estaria em milhões de brasileiros que anulassem o voto. Problema seria se ela anulasse o seu próprio voto. Quem estaria eleito? Essa fica para depois.

COLIGAÇÕES QUE ENGANAM

coligaçõesquímica“Eu não voto em partido. Voto em candidato.” (Afirmação comum da grande maioria dos eleitores brasileiros)

“As coligações proporcionais violam a Constituição. É fácil demonstrar. Se o PT se coligar com o PRB, o eleitor pode votar numa líder feminista do PT e eleger um pastor evangélico do PRB.” (Luís Roberto Barroso, Ministro do STF)

O Ministro Barroso, do STF, está correto. A grande maioria dos eleitores brasileiros está equivocada. Mesmo sem saber, mesmo sem querer, todos votam, antes de tudo, em um partido, para onde o voto é inicialmente contabilizado,  antes de ir para qualquer candidato.  A questão se refere às eleições proporcionais (para deputado federal, estadual e vereador). A reforma política que o Congresso vem discutindo a toque de caixa, engasgou no que se refere às coligações nas eleições proporcionais. E tudo indica que o STF deverá entrar em ação para coibir algo que, embora seja parte da natureza do processo político, no Brasil dá ensejo a situações absurdas: as coligações em eleições proporcionais. Isso porque, nessas eleições, quando se formam coligações partidárias, partidos ideologicamente opostos que participam da coligação, terão seus votos contados como se fossem um único partido. E, com isso, o caso exemplificado pelo Ministro Barroso é muito comum na realidade eleitoral do Brasil.

Ocorre que, no Brasil, tanto no âmbito federal como nos estados, as coligações mais absurdas são feitas. A finalidade é sempre a mesma: aumentar o tempo do horário eleitoral na televisão. Pequeníssimos partidos, sem nenhuma afinidade com aquele que encabeça a coligação, literalmente vendem seu apoio e seu tempo de TV. E aí tem valido de tudo: comunista se alia com liberal; socialista se alia com evangélico; feminista se alia com ultra-conservadores. Então, com esse sistema, quando o eleitor vota, pensando que seu voto ajudará a eleger um candidato, acaba elegendo outro, porque inicialmente o voto vai para a coligação e não para o candidato.

O problema não são as coligações e sim o que está nelas misturado. Arrisco-me a dizer que no Brasil as coligações não são ecletismo e sim sincretismo.  Isso porque elementos muitos diferentes e até contraditórios se misturam. PSB nunca poderia se coligar com DEM; PT nunca poderia se coligar com PRB; PC do B nunca poderia se coligar com PMDB. Parecem ligações químicas que, no final o eleitor jamais vai entender. É como se ele se perguntasse: “eu votei no hidrogênio para a água ser eleita, mas o meu voto no hidrogênio deu a vitória ao ácido sulfúrico.” Mas assim tem sido no Brasil.  E o eleitor, há muito vem sendo enganado por esse sistema, gerando um Congresso que politicamente não o representa.

BOLSONARO E A SEGUNDA GUERRA DO PARAGUAI

minasO ultra-fascista Bolsonaro foi notícia esta semana em sua visita a Minas Gerais. Pensei que não teríamos novidade. Ledo engano. Isso porque aconteceu o de costume. Onde ele chega sempre tem confusão. Em sua palestra na Universidade FUMEC houve tumulto e brigas entre seus admiradores (que defendiam a volta da ditadura e exaltavam torturadores) e seus opositores. Em sua palestra, o representante da extrema-direita repetiu o que já conhecemos: disse que, se for presidente da República,  vai reduzir a maioridade penal para 14 anos, não vai negociar com o Congresso e não vai punir policiais que matarem em serviço. Até aí, nenhuma novidade.

Mas logo veio a novidade. Bolsonaro prometeu dar ao Estado de Minas Gerais uma saída para o mar. Isso mesmo: uma saída para o mar, visto que Minas não é um estado litorâneo. Como Bolsonaro vai fazer isso e o que, realmente, ele quis dizer com essa estranha proposta? E como executá-la? Bem, se for para fazer uma via, isso já existe há muito tempo. O Caminho Novo, que começou a ser construído na época da Mineração, já ligava Minas ao Rio, por onde o ouro era escoado. Além disso, a Estrada de Ferro Vitória-Minas, construída no início do século XX, também já dava ao Estado de Minas uma saída para o Oceano Atlântico. Certamente, a proposta de Bolsonaro não se refere a isso.  Então, eu só vejo uma saída para, no estilo bolsonarista, Minas ter uma saída para o mar: Bolsonaro decreta a separação de Minas do Brasil. Como país independente, Minas, sem saída para o mar, fará uma guerra contra Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, que formarão a Tríplice Aliança contra Minas, que quer invadi-los. Então, começará a Segunda Guerra do Paraguai. E Minas será arrasada, assim como foi a Nação Guarani. Estão vendo o que dá confiar nesse cara? Menos mal que, ao menos, o Aécio poderá desaparecer para sempre. Isso, se ele não estiver refugiado no Rio,  em seu luxuoso apartamento em Ipanema. Ou então no Hotel Fasano,  enfiando a porrada na Letícia Weber. Mas se Minas realmente virar pó, aí certamente ele voltará para lá.