MALVADOS FAVORITOS

cunhajoesleyEduardo Cunha e Joesley Batista. Ambos bandidos. Ambos presos. Ambos, por muito tempo, amigos de Temer, tanto nas negociatas e golpismos como em  encontros subterrâneos na calada da noite no Jaburu. Os dois fizeram danos irreparáveis ao Brasil. O primeiro, como agente público,  tornou-se o ícone da corrupção e da chantagem. O segundo, como empresário, distribuía propinas para obter vantagens do governo.

Em abril de 2016, quando do golpe do impeachment, Cunha acabou tendo um papel decisivo. Após chantagear Dilma, o que sempre foi o seu “modus operandi”, acabou aceitando o pedido de impedimento da Presidente, apresentado por Bicudo, Reale Jr. e Janaína “Toda Louca”. Desde então,  golpistas de todos os matizes passaram a eleger Cunha como uma espécie de “malvado favorito”, alegando que, apesar de todos os seus crimes, Cunha teria feito um bem ao país ao aceitar o pedido de impeachment. Sem ele, Dilma não sairia.  Coisa que o “boneco de massa de estimação do Temer” que hoje preside a Câmara dos Deputados jamais fez e jamais fará. Cunha era visto por essa gente como um bandido bom, mas que não precisava ser morto. Motivados pelo ódio e por jamais terem aceito o resultado das urnas em 2014,  eles se refastelaram em suas explosões de ódio e vingança. Devem estar se refastelando até hoje com Temer, Rocha Loures,  Geddel, Gato Angorá e seres afins.

Mas, seguindo o mesmo raciocínio, então Joesley, não obstante seus crimes, fez um bem ainda maior para o país. Desde quando o escândalo do Jaburugate veio a público, em maio deste ano, que a reforma da previdência está travada no Congresso. Temer e sua quadrilha vêm concentrando suas articulações (leia-se: compra de votos) para que as denúncias da PGR sejam barradas na Câmara. Com isso, a reforma da previdência ficou parada. Agora, com a nova denúncia apresentada pelo ex-Procurador Janot, mais tempo será gasto na compra de votos para que a mesma seja barrada. Com isso, a reforma da previdência fica estagnada. Isso é bom para os trabalhadores, principalmente para os mais jovens. Tudo indica que, mais uma vez, esse Congresso cúmplice, covarde e vendido irá rejeitar as denúncias da PGR, mantendo o mordomo-usurpador no poder. Mas, com isso, a reforma da previdência vai erodindo.

É… parece que, se as gravações dos porões do Jaburu não serviram para tirar o Temer, elas estão protelando e ameaçando o trâmite  da criminosa reforma da previdência.  Tomara que, pelo menos para isso,  aquele nefasto diálogo que veio a público em maio venha servir.

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