BOLSONARO E A SEGUNDA GUERRA DO PARAGUAI

minasO ultra-fascista Bolsonaro foi notícia esta semana em sua visita a Minas Gerais. Pensei que não teríamos novidade. Ledo engano. Isso porque aconteceu o de costume. Onde ele chega sempre tem confusão. Em sua palestra na Universidade FUMEC houve tumulto e brigas entre seus admiradores (que defendiam a volta da ditadura e exaltavam torturadores) e seus opositores. Em sua palestra, o representante da extrema-direita repetiu o que já conhecemos: disse que, se for presidente da República,  vai reduzir a maioridade penal para 14 anos, não vai negociar com o Congresso e não vai punir policiais que matarem em serviço. Até aí, nenhuma novidade.

Mas logo veio a novidade. Bolsonaro prometeu dar ao Estado de Minas Gerais uma saída para o mar. Isso mesmo: uma saída para o mar, visto que Minas não é um estado litorâneo. Como Bolsonaro vai fazer isso e o que, realmente, ele quis dizer com essa estranha proposta? E como executá-la? Bem, se for para fazer uma via, isso já existe há muito tempo. O Caminho Novo, que começou a ser construído na época da Mineração, já ligava Minas ao Rio, por onde o ouro era escoado. Além disso, a Estrada de Ferro Vitória-Minas, construída no início do século XX, também já dava ao Estado de Minas uma saída para o Oceano Atlântico. Certamente, a proposta de Bolsonaro não se refere a isso.  Então, eu só vejo uma saída para, no estilo bolsonarista, Minas ter uma saída para o mar: Bolsonaro decreta a separação de Minas do Brasil. Como país independente, Minas, sem saída para o mar, fará uma guerra contra Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, que formarão a Tríplice Aliança contra Minas, que quer invadi-los. Então, começará a Segunda Guerra do Paraguai. E Minas será arrasada, assim como foi a Nação Guarani. Estão vendo o que dá confiar nesse cara? Menos mal que, ao menos, o Aécio poderá desaparecer para sempre. Isso, se ele não estiver refugiado no Rio,  em seu luxuoso apartamento em Ipanema. Ou então no Hotel Fasano,  enfiando a porrada na Letícia Weber. Mas se Minas realmente virar pó, aí certamente ele voltará para lá.


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