PRIVATIZAÇÕES E A CAMPANHA DE O GLOBO

antigloboEscrevo no dia 27 de agosto de 2017. Vivemos um momento decisivo na política econômica e social (não seria anti-social ?), do governo golpista de Temer e seus comparsas entreguistas. Na semana em que o golpista do Jaburu anunciou o avanço do programa de privatizações e a entrega de gigantesca reserva ambiental da Amazônia para a exploração mineral, chegamos, enfim, como não poderia deixar de ser, a mais um Editorial de O Globo. Na edição de hoje, o jornal da família Marinho cobra do PSDB e do DEM a coerência desses partidos para que, em respeito aos fundadores das legendas, elas apoiem e defendam as privatizações. Entrega da Amazônia, da Eletrobrás, dos aeroportos e até da Casa da Moeda, dentre outras empresas. Tudo a preço de banana (podre). Do jeito que as coisas andam, é provável que Aécio e Rocha Loures abram uma O.S. e ganhem a concorrência da Casa da Moeda. Nada mais coerente nesse governo do que os comparsas do Mordomo fabricando o (nosso?) dinheiro. Pelo menos assim, com a “mão na máquina”, eles não precisariam sair correndo com mala pelas ruas ou fazerem ameaças de morte.

Mas hoje o jornal dos Marinhos está invocando a coerência em seu Editorial. Isso porque existem algumas defecções em integrantes do PSDB e do DEM, com voto no Congresso, que ainda resistem às privatizações. Não queremos aqui entrar no debate privatização X estatização, mas é notória a contradição de políticos que falam da necessidade de enxugar o Estado, a tal ideia de “Estado mínimo”. Estado mínimo para nós, porque tanto eles como seus familiares já estão devidamente “estatizados”. Basta fazer uma pequena pesquisa e constatar que aqueles que defendem o “Estado mínimo”, estão com seus familiares ocupando cargos estatais há décadas. E O Globo ainda vem pedir coerência, conclamando em seu editorial que o PSDB e o DEM não traiam os “princípios fundacionais” de seus partidos. Trata-se, segundo o jornal dos Marinhos, de um respeito aos ideais de seus fundadores.

Então aí vai uma sugestão para O Globo: se os partidos, segundo o Editorial, devem ser fiéis aos ideais de seus fundadores, então O Globo deve conclamar todos os partidos a serem fiéis aos seus “princípios fundacionais”  e estender sua campanha exigindo,  por exemplo, que o PTB, fundado em 1945 por Vargas, tenha a mesma fidelidade. Seria o caso, também, de O Globo exigir do PSB igual fidelidade. Estamos falando de um partido (o PTB), que há muito se divorciou dos ideais de seus fundadores e se resgatasse essa fidelidade votaria contra as privatizações e de outro (o PSB), que também vem há algum tempo se afastando dos ideais de seus fundadores de 1947. Ambos, pelo original nacionalismo, seriam contra o entreguismo udenista de Temer e seus comparsas. Amplio a sugestão para que o jornal dos Marinhos também incentivem PT, PDT, PC do B, PSOL, PT do B e outras siglas, para que sejam fiéis aos “princípios fundacionais” e, consequentemente, se coloquem contra as privatizações. Mas isso seria exigir demais do jornal dos Marinhos. Porque implicaria em que ele fosse (ou se tornasse) um veículo de informação equânime, isonômico, imparcial ou, no mínimo, isento. Para uma organização de comunicações que tem em sua folha corrida o apoio a inúmeros golpes, o Escândalo da Proconsult, o Escândalo da Parabólica… seria pedir demais.  Então, se agisse assim, quem estaria sendo infiel aos seus próprios “princípios fundacionais” seria o próprio O Globo. Deixa estar…

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