A CONDENAÇÃO DE LULA: COMEÇOU 2018

seergio moro lulaComeço a escrever exatamente às 16 horas do dia 12 de Julho de 2017. Há exatas duas horas o país tomou conhecimento da condenação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Federal Sérgio Moro, a 9 anos e 6 meses de reclusão. Sérgio Moro é aquele que absolveu a mulher do Cunha. Sérgio Moro é aquele que absolveu a mulher do Cabral. Sérgio Moro é aquele que tem fortes amizades com políticos tucanos, claramente o partido de sua preferência. Sérgio Moro é o “rambo tupiniquim” da nova direita brasileira que, pelas repercussões e entrevistas ouvidas até aqui, está tendo gozos venéreos. O senador direitista Ronaldo Caiado, patrocinador do MBL, já deu o tom: a direita está em polvorosa.

Moro, na verdade, não tinha outra saída. Sabia-se que ele condenaria Lula. O Juiz do Paraná já tem o seu fã-clube em todo Brasil e ele sabe que não tinha outra alternativa. Ele já estava mal com a esquerda. Se absolvesse o ex-Presidente, ficaria mal com todo país. Na verdade, ele acabou empurrando a decisão para a segunda instância, “cumpriu o seu papel” e deixará a decisão final para a instância superior. Sai bem na fita com seus fãs.

A grande repercussão dessa decisão judicial está na corrida presidencial. Começou 2018 e , a partir dos desdobramentos dessa decisão, poderemos projetar o cenário das eleições presidenciais do ano que vem. Lula ocupa o primeiro lugar em todas as pesquisas. Essa condenação pode até mudar esse quadro. Para melhor ou para pior. Mas os inimigos do ex-Presidente querem vê-lo inelegível. Para isso, ele teria que ser condenado em segunda instância caindo, assim, na Lei da Ficha Limpa. Por isso que 2018 começou. O PT irá recorrer, procurar protelar a decisão fatídica que alijaria Lula de 2018. O problema é que, se o tempo eleitoral é definido, o tempo judiciário é indefinido. Ninguém sabe quanto tempo levará esse novo julgamento e ele pode se arrastar a ponto de não dar tempo de tirar Lula da disputa. É lamentável sabermos que a eleição presidencial de 2018 está começando nos tribunais. Evidentemente, os partidos de direita querem Lula fora da disputa. Isso porque nem o PT e nem outro partido aliado teria, nesse prazo, um nome que herde o lastro eleitoral lulista, lastro esse que é mais lulista do que petista. Do lado da direita, o quadro também é um pouco complicado, mas se Lula ficar de fora, será um alívio. A direita tem que se recompor. Pelo PSDB Aécio Neves, aquele que disse que matava, está morto politicamente. Serra já está entregando os pontos. Restam Alckmin e seu pupilo, o Prefeito Engomadinho do Tietê. Pela Rede,  Marina Silva é um pêndulo: ora está na direita, ora na esquerda. Marina  é um fenômeno que nenhum cientista político explica. Talvez Galileu explique. Mas, no caso de uma inelegibilidade de Lula, ela poderia herdar um bom naco de seus votos. Já Ciro Gomes é uma incógnita, embora uma coisa seja quase certa: ele também herdaria  parte dos votos de Lula. A conclusão é simples: uma eventual inelegibilidade de Lula certamente pulverizaria a esquerda. E a direita também aposta nisso, para levar dois de seus candidatos ao segundo turno.  O neofascista Bolsonaro também veria com alívio uma inelegibilidade de Lula. Mas só por vingança pessoal. Bolsonaro é provinciano e não entra, por exemplo, no Norte-Nordeste. Lembrando que, na última eleição, o Nordeste decidiu a eleição em favor de Dilma. As cartas (ou as pedras) estão lançadas. Talvez mais pedras do que cartas. Na verdade, Sérgio Moro deu foi o primeiro tiro. Começou 2018…

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