OS TRÊS RODRIGOS

janotmaialouresRodrigo Janot, o Procurador-Geral da República; Rodrigo Loures, o ex-deputado do PMDB preso e comparsa de Temer; Rodrigo Maia, o Presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Temer. Passada a vergonha do julgamento do TSE, que deu sobrevida a Temer, mas não irá livrá-lo do “game over”, o Presidente-Golpista em exercício ainda terá que enfrentar muitos revezes para que seu joguinho dure até o final de 2018. Esta semana, em razão do julgamento que sepultou a Justiça Eleitoral no Brasil, o Mordomo do Jaburu conseguiu unir direita e esquerda contra ele. Isso é que é unanimidade. E nos revezes que o Sr. Temer irá enfrentar, os três Rodrigos serão fundamentais para o seu destino e de seus cúmplices protegidos pelo manto imoral do foro privilegiado. O Mordomo será denunciado ao STF por corrupção, formação de quadrilha e obstrução de Justiça. Temer precisa de 171 (número emblemático) deputados para que as denúncias não sigam adiante e, evidentemente, a atuação e liderança do Presidente da Câmara serão testadas. Isso porque ele terá que ser mais do que líder, pois muitos pensarão: “eu livro Temer, e morro politicamente; então, que morra ele!” (sem querer imitar o Aécio). Rodrigo Maia está sendo pressionado por todos os lados. Há uma ala recalcitrante dos tucanos que, na prática, já desembarcou do governo. De qualquer modo, sobre o Rodrigo Maia, parece que Temer ainda pode ter algum controle. Mas ainda não será o suficiente. Isso porque, o que já está tirando o sono do Mordomo são os outros dois Rodrigos. O Janot não vai deixar barato. As denúncias são gravíssimas e só uma suspeita de tamanha magnitude seria suficiente para o Presidente se afastar do cargo para defender-se (mas Temer não é magnânimo a esse ponto). E há um ingrediente a mais: a reação indignada da opinião pública após o julgamento que sepultou o TSE será um balizador para aqueles deputados que, pelo menos aparentemente, queiram se mostrar ao lado do povo. Em relação a esse segundo Rodrigo, Temer pode até reunir a sua cúpula jurídica, a começar pelo novo Ministro da Justiça, Torquato Jardim, que na verdade nada mais é do que seu advogado particular pago com dinheiro público. E o terceiro Rodrigo? Aquele rapaz da mala com meio milhão, vaidoso, que não queria ter os cabelos cortados como qualquer outro bandido presidiário? Ele sabe de muito mais. Ele sabe de coisas até que Temer pensa que ele não sabe.  O advogado do pobre coitado diz que não haverá delação. Sabe-se lá até quando…

A questão é que Temer virou um vilão tão barato, que nem os outros vilões são capazes de darem sua vida por ele.  Os três Rodrigos terão papéis diferentes no novo cenário pós-TSE. Mas a luta será árdua, muito árdua. Porque o cara está obsessivamente empenhado em concluir o mandato tungado da Dilma. E se nem a dona Marcela conseguir convencê-lo, aí, se mesmo com esse recurso com requintes de deleite ele não desistir, pela primeira vez terei que concordar com Temer e dizer que o poder é, realmente, afrodisíaco.

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