TEMER NÃO É GETÚLIO NEM JANGO – DIRETAS JÁ!

didretas jáO escândalo do “Jaburugate” lançou o Brasil em uma das maiores crises políticas de sua história, só comparada, talvez, a 1954, quando Vargas deu um tiro no próprio peito, derrotou seus adversários e adiou o golpe militar por 10 anos; ou ainda a 1961, quando a renúncia de Jânio Quadros fez com que setores golpistas implantassem o sistema parlamentarista para tirar os poderes de João Goulart, o vice-presidente legitimamente eleito, isto é, com seus próprios votos, que viria, igualmente de forma legítima, ocupar a presidência. Mas Temer não é Getúlio, porque não é legítimo e nem popular e, caso venha a dar um tiro no próprio peito, o povo, ao contrário do que fez com Getúlio, sairá às ruas para comemorar.  Ele também não é João Goulart, pois não elegeu-se vice-presidente com seus próprios votos e sim como “vagão” de uma “locomotiva” de 54 milhões de votos dados a Dilma.

Desde quando estourou o “Jaburugate” que Temer insiste em fazer parecer que o país vive um clima de normalidade, desafiando a própria realidade. Mas a crise só se agrava. O que vem acontecendo no Congresso e nas ruas mostram isso. Temer diz que não renunciará (até quando?), muito embora isso dependa muito do comportamento de sua base de apoio, da qual já vemos desembarcar ministros, deputados e partidos. A insistência de Temer em manter-se no cargo só agrava a crise. E esse apego tem uma explicação: a manutenção do foro privilegiado, tanto para ele como para seus amigos palacianos. Esse maldito “foro”, coisa que faz lembrar a França antes da Revolução de 1789. Enquanto isso, a crise só aumenta. O que fazer? Qual a saída?

Primeiro, é necessário esclarecer que só raciocino com a hipótese da saída do Sr. Temer do cargo, seja via renúncia ou TSE. Apesar dos 13 pedidos de impeachment já protocolados, o Sr. Maia, seu aliado, não dará andamento a nenhum. E o que fazer após a vacância da Presidência? Reza a Constituição que o Sr. Maia assuma e convoque eleições indiretas, ou seja, pelo Congresso, para eleger um novo presidente e vice. Mas aí está o problema: como que um Congresso desacreditado, com a maioria de seus integrantes sendo citados/ investigados nas mais variadas e graves denúncias, poderá indicar um novo presidente? O que sairá daí? Pois então, que se mude a Constituição e sejam estabelecidas eleições diretas para presidente e vice após a queda do último pino do golpe, o Sr. Temer. Quando eles quiseram, eles mudaram a Constituição rapidamente para limitar os gastos públicos. Não pode haver “acordão”. Temos que ter eleição pelo povo. Podemos ter várias dúvidas, mas a única certeza que temos é que um outro presidente ilegítimo só agravará a crise política. Isso, se ela não se tornar institucional. Por isso, “Fora Temer e Diretas Já!”

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